O estado de Goiás terá um plano específico de Marketing Turístico para os próximos anos. Desenvolvido pela Embratur, em parceria com o Sebrae e o Ministério do Turismo, o planejamento foi lançado nesta semana, na sede do Sebrae, em Goiânia. A iniciativa estabelece diretrizes para posicionar o estado no mercado global, com foco na atração de turistas estrangeiros, geração de negócios e fortalecimento da economia local até 2027.

E esse incentivo à internacionalização do estado impacta diretamente Goiânia, que tende a se tornar um lugar de passagem desses turistas. Além do mercado externo, a agenda de eventos nacionais que serão realizados na capital segue movimentada. Em meio a um crescente número de católicos, um importante evento será realizado na cidade: o 19º Congresso Eucarístico Nacional (CEN), confirmado para setembro de 2027.

Todo esse movimento no mercado de eventos alinhado ao turismo levanta uma discussão no meio imobiliário. Vale mais investir em short stay ou imóveis para aluguel tradicional?

Lucas Sigu, gestor de investimento, avalia que quando se fala de investimento, todo ponto positivo vem com um 'custo'. “A diária de um imóvel de short stay tem uma margem muito maior do que a de um aluguel tradicional. O que o investidor tem que se atentar para poder usufruir da maior rentabilidade do short stay é garantir que o prédio esteja alinhado e, de preferência, tenha estrutura adequada e facilitadora do short stay”, explica.

Além disso, avalia o especialista, é importante saber que está sujeito a sazonalidade e que precisa acompanhar a movimentação de alguma forma. “Seja terceirizando ou fazendo a gestão por conta própria. Isso claro, sem dúvidas o short stay tem um potencial de retorno bem mais atrativo. Em termos financeiros, estamos falando de quase o dobro da rentabilidade ou mais, comparando casos bem sucedidos de ambas as formatações”, diz o especialista.

Lucas lembra que o MotoGP, realizado no mês passado, aqueceu o mercado de Goiânia em vários aspectos, em especial o de hospedagem curta. “O que o investidor precisa tomar muito cuidado é que o mercado se ajusta e a concorrência ano que vem será muito forte. Isso não quer dizer que o preço não irá aumentar com relação ao 'padrão', mas é preciso ter cautela para não investir pensando exclusivamente nisso e acabar tendo uma surpresa ruim. O investidor deve considerar essa sazonalidade como um bônus” orienta o gestor.