1) Selic recua para 14,75%, mas Copom não projeta novos cortes em meio à guerra no Oriente Médio

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (18) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 15% para 14,75% ao ano. É o primeiro corte desde maio de 2024. Por outro lado, o BC deixou de indicar novos cortes nas próximas reuniões por conta da guerra no Oriente Médio. O conflito foi citado quatro vezes no comunicado como fonte de incerteza para as decisões futuras.

2) QuintoAndar leva busca por imóveis para dentro do ChatGPT com novo aplicativo

A plataforma imobiliária QuintoAndar está levando a busca por imóveis para dentro do ChatGPT, a inteligência artificial (AI) generativa da OpenAI. A companhia, a primeira do segmento imobiliário da América Latina a estar no ChatGPT, terá um aplicativo próprio que ficará na ferramenta de IA. A ideia é que agora os usuários da IA possam fazer pesquisas por imóveis usando linguagem natural. Ou seja, podem encontrar o que procuram enviando mensagens descrevendo o que estão buscando, como “me mostre apartamentos em Pinheiros que fiquem em uma rua iluminada” ou “quero um apartamento com três quartos, dois banheiros e vaga de garagem na Barra Funda”.

3) Empresas australianas criam robô em formato de aranha que constrói casas em um dia: 'velocidade de 100 pedreiros'

“Charlotte” foi o nome escolhido para um robô com aparência de aranha que pode transformar a forma como as obras de construção são realizadas na Terra e em outros planetas. Desenvolvida pelas empresas australianas Crest Robotics e EarthBuilt Technology, a invenção foi projetada para enfrentar os desafios atuais do setor e, ao mesmo tempo, explorar seu potencial na construção de habitats na Lua ou em Marte. A máquina incorpora um sistema de impressão 3D capaz de fabricar estruturas sustentáveis de até 200 metros quadrados em apenas 24 horas, com consumo mínimo de energia e sem necessidade de utilizar cimento.

4) Os números que mostram o tamanho do entusiasmo da Caixa com o retrofit

A Caixa Econômica Federal, que recentemente estabeleceu o retrofit como uma prioridade para o crédito imobiliário, fez um levantamento que mostra o tamanho da sua empolgação com o segmento. O banco calculou que as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife têm mais de 6 milhões de metros quadrados disponíveis para retrofit. Considerando um metro quadrado residencial a R$ 10 mil, a Caixa diz que há R$ 60 bilhões para serem retrofitados em média. A cifra representa quase 40% do orçamento previsto para o Minha Casa Minha Vida neste ano, de R$ 160 bilhões, e mais da metade dos recursos que devem ser direcionados ao SBPE pelo FGTS, de R$ 40 bi a R$ 90 bi - que já são valores recordes. "O que nos falta no retrofit? Projetos," Paulo Amaral.

5) Redução da jornada pode elevar em até 15% o custo da mão de obra no setor da construção

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais pode elevar em até 15% os custos com mão de obra na indústria da construção, chegando a R$ 155,6 bilhões por ano, ou exigir a contratação de 288 mil novos trabalhadores, com custo adicional de R$ 13,5 bilhões anuais. É o que mostra estudo inédito da CBIC, que analisa os impactos da proposta em discussão no Congresso Nacional. Elaborado pela economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2024), o estudo demonstra que a mudança encareceria em 10% o custo da hora trabalhada, elevando a remuneração média de R$ 15,01/hora para R$ 16,51/hora. O efeito seria mais severo nas micro e pequenas empresas, que respondem por 98,7% dos mais de 300 mil estabelecimentos do setor, e nas construções populares, onde a mão de obra representa quase 60% do custo — proporção que varia entre 41% e 54% nos demais padrões.

6) ‘Está feia a coisa,’ diz secretária sobre a suspensão de alvarás em SP

A decisão da Justiça de São Paulo de suspender a emissão de novos alvarás para construção de imóveis na cidade pode levar mais tempo para cair do que esperam as incorporadoras. Embora o mercado esteja confiando em uma reversão rápida, a Prefeitura ainda tem pela frente a missão de convencer um colegiado de 25 desembargadores que não são especialistas no assunto. "Da nossa parte, não temos dúvidas sobre a legitimidade do Plano Diretor. Mas não sabemos se o colegiado vai entender, porque é uma coisa complexa mesmo," Elisabete França, a secretária de Urbanismo e Licenciamento de São Paulo, disse ao Metro Quadrado, complementando em tom de brincadeira: "Está feia a coisa." A emissão de novos alvarás para construção de imóveis está suspensa desde o início do mês.

7) Cyrela será sócia da Helbor em projeto do MCMV com VGV de R$ 1,5 bi

A Cyrela está comprando 70% de um terreno da Helbor em São Paulo para construir um projeto do Minha Casa Minha Vida com VGV estimado de R$ 1,5 bilhão. O valor da transação não foi revelado, mas analistas do BTG estimam que a Helbor deve receber cerca de R$ 40milhões em cash no fechamento do negócio, além de outros R$ 250 milhões durante o desenvolvimento do projeto - por ser uma permuta financeira. A área pertence à Helbor há 15 anos e antes abrigava a antiga fábrica da Semp Toshiba, na Av. Nações Unidas, na altura da ponte João Dias, em Santo Amaro.

8) Melnick muda rota para pegar carona no avanço do MCMV em Porto Alegre

A Melnick está recalculando a rota em Porto Alegre. Líder do mercado de médio/alto padrão na capital gaúcha, a incorporadora está agora dando mais importância a projetos do Minha Casa Minha Vida, aproveitando que a habitação econômica virou um dos principais mercados da cidade depois das enchentes. Os lançamentos da Open - a vertical da companhia para o segmento - devem somar R$ 350 milhões em VGV neste ano, quase 80% a mais do que lançou em 2025. O plano é focar nas faixas 3 e 4 do MCMV. Para isso, terrenos que haviam sido comprados pela Melnick para projetos de médio/alto estão estão direcionados para o MCMV - o que exigiu uma renegociação com os permutantes.

9) Super-ricos mudam forma de comprar casas, e mercado imobiliário vira clube exclusivo

Quando uma casa de luxo em Palm Beach (Flórida, EUA) chega ao mercado, ela já está vendida — e muitas vezes há meses. O comprador é alguém que está “hackeando” o mercado imobiliário de luxo ao trabalhar com um corretor e ter entrado discretamente na lista de espera privada de um incorporador antes mesmo de os projetos arquitetônicos serem desenhados. Essa é a economia de assinaturas para bilionários, e ela está remodelando a forma como os ultrarricos compram casas nos Estados Unidos. Compradores ultrarricos agora garantem lugares em listas de espera privadas por meses — ou até anos — antes de uma casa nem sequer começar a ser construída.

10) RZK prepara estreia no alto padrão com o primeiro Zaha Hadid do Brasil

A RZK Empreendimentos quer entrar no segmento de alto padrão com um statement. Durante o MIPIM, a maior feira de real estate do mundo aqui em Cannes, a companhia revelou que vai lançar nos próximos meses um residencial de 32 andares no Cidade Jardim assinado pelo Zaha Hadid Architects (ZHA) - o escritório da premiada arquiteta iraqui-britânica morta em 2016, que não conseguiu concluir um projeto no Brasil até então. O edifício, que ainda não tem nome, foi anunciado como a pedra fundamental de um empreendimento ainda maior, o Península, um condomínio com 400 mil metros quadrados e uma dúzia de torres que a RZK pretende lançar em várias fases nos próximos anos.