Os economistas do mercado financeiro mantiveram em 3,91% a estimativa de inflação para o Brasil em 2026. A projeção faz parte do boletim Focus divulgado nesta semana pelo Banco Central. A estimativa tem como base uma pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras.

De acordo com o boletim, o resultado da previsão indica uma desaceleração em relação ao resultado registrado no ano passado. Em 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no país, encerrou o período em 4,26%.

Nos anos seguintes, as expectativas apresentaram pouca variação. A projeção para 2027 subiu levemente de 3,79% para 3,80%. Já para 2028 e 2029, os analistas mantiveram as estimativas em 3,50%.

Desde o início de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação. Nesse modelo, o objetivo é manter o índice em 3% ao ano, sendo considerado dentro da meta quando varia entre 1,50% e 4,50%.

A inflação tem impacto direto no poder de compra da população. Quanto maior o aumento generalizado de preços, menor tende a ser a capacidade de consumo das famílias, especialmente entre os trabalhadores de renda mais baixa, cujos salários normalmente não acompanham o ritmo da alta de preços.

Juros ainda elevados

O boletim Focus também atualizou as expectativas para a taxa básica de juros da economia, a Taxa Selic. Após ser mantida em 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase duas décadas —, o mercado financeiro segue projetando uma redução gradual ao longo dos próximos anos.

O boletim Focus também atualizou as expectativas para a taxa básica de juros da economia, a Taxa Selic. Após ser mantida em 15% ao ano no mês passado — o maior nível em quase duas décadas —, o mercado financeiro segue projetando uma redução gradual ao longo dos próximos anos.

Crescimento econômico

As projeções para o crescimento da economia brasileira em 2026 permaneceram estáveis. O mercado financeiro espera que o Produto Interno Bruto (PIB) avance 1,82% neste ano. O PIB representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e é utilizado como principal indicador do desempenho da economia. O resultado oficial de 2025 foi divulgado na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou crescimento de 2,3%.

Para 2027, a expectativa dos economistas também permaneceu estável, com expansão projetada de 1,8%.

Com informações do G1.